domingo, 4 de outubro de 2015

A crise dos hábitos


Você que nasceu entre as décadas de 80 e 90, talvez não tenha fortes recordações do que seja viver em tempos de crise, mas certamente, seus avós e pais, lembram muito bem dos anos nada dourados, no máximo tempos de prata barata. 

Pois bem, mas a danada da crise voltou, e eu sei que o nome assusta mais do que suas consequências, propriamente ditas. 
Não que tudo de ruim no mundo, como o dedinho que você bateu agora a pouco na quina da porta, seja culpa da crise, como a maioria das pessoas pensam. A verdade dos fatos, é que necessitamos desmistificar a ideia de arrumar culpados para as situações adversas (crise dos hábitos), e tomar as rédeas da situação. Segura, peão. 

Desacostumamos daquele velho hábito de economizar, e agora, nos vemos sufocados por juros, taxas, aumentos abusivos, e sobretudo, pela falta de equilíbrio para pensar nas saídas possíveis. 
Você deve ter se perguntado algumas vezes, ao assistir o drama dos telejornais: O que está acontecendo? O que eu vou fazer?
Calma! Toda crise sugere uma reorganização, e isso está longe de um todo, ser ruim. Devemos começar pelos (velhos) hábitos. 

Veja bem, não estou dizendo que você deva se tornar uma pessoa refém dos desejos, amarga, mal vestida, infeliz, e de unhas mal feitas, isso não poderia ser justificado com a crise, e sim com a falta de bom senso, o que sugiro é a escolha de hábitos mais flexíveis.

A balada nossa de toda sexta, por exemplo, deve terminar um pouco mais cedo pra você, mas não deve deixar de ser frequentada. Dose os gostos. O vestido caríssimo, e que na maioria das vezes é usado apenas uma vez, pode ser substituído por aquele conjuntinho mais em conta (saia + blusa), que lhe oferece a vantagem de novas combinações, e se optar pelo vestidinho de todo jeito, opte também por um hábito antigo, por anos esquecido, que é a lei da procura. Certamente, as horinhas a mais na procura da roupa, refletiram e muito, no seu bolso. E o que falar do salão, sagrado, de toda semana. Bem, escolha sem exageros, mais uma vez. Deixe os impulsos da vida de cinderela para uma vez ao mês, e cuide apenas do essencial nos demais dias. 

Para os homens que se dedicaram a ler este texto, bem, deixem de lado o ego e valorizem seus bolsos rapazes, não é tempo de ser machão, é tempo de racionalizar os gastos. E deixa eu contar um segredinho, mulheres e homens, adoram gente inteligente ao seu lado, seja interessante até em crise trocadilho, infame.

Como eu já disse, é tudo questão de reorganização dos hábitos, gostos, costumes. Um regime de bolso, uma troca de rotina, mas não uma anulação de felicidade, afinal, a crise não é ex-namorado (a) chato, é só mais um desafio da vida. Logo você notará, que a crise tem medo de pessoas criativas e dispostas, mostre quem é que manda. 



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